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Resultados

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral, juntamente com o painel de investimentos.

Índice de Confiança do Agronegócio: 115,8 pontos,
alta de 15,4 pontos.

Índice de Confiança do Agronegócio: 115,8 pontos, alta de 15,4 pontos

O agronegócio brasileiro terminou 2018 esbanjando entusiasmo. O Índice de Confiança do Agronegócio fechou o quarto trimestre do ano em 115,8 pontos, alta de 15,4 pontos sobre o trimestre anterior. É o patamar mais elevado desde que o levantamento começou a ser realizado, no fim de 2013. De acordo com a metodologia do estudo, resultados acima de 100 pontos indicam otimismo – indicadores abaixo disso demonstram pessimismo.

Os ânimos de agricultores, pecuaristas, indústrias antes e depois da porteira melhoram ao mesmo tempo e de maneira igualmente consistente, chegando aos níveis mais altos já atingidos em todas as categorias. O resultado se deve principalmente à percepção extremamente otimista a respeito da economia brasileira, uma das variáveis com maior peso para a formação do índice, cujo aumento de confiança foi de expressivos 48 pontos de um trimestre para o outro.

Contatou-se, de fato, um sentimento de euforia. As entrevistas foram realizadas no final de novembro e no início de dezembro, pouco depois das eleições presidenciais – e a vitória de Jair Bolsonaro alimentou a expectativa de um novo ciclo de crescimento econômico e de um ambiente de negócios mais favorável, a partir da agenda de reformas estruturais. O crescimento na confiança do final de 2018 só é comparável ao constatado na passagem do 1º para o 2º trimestre de 2016, com o afastamento de Dilma Rousseff e a posse de Michel Temer na Presidência da República.

Índice de Confiança da Indústria (Antes e Depois da Porteira): 117,3 pontos, alta de 18 pontos

O Índice de Confiança da Indústria chegou a 117,3 pontos, alta de 18 pontos sobre o terceiro trimestre de 2018. O otimismo cresceu em todas as cadeias industriais, mas foi significativamente maior entre as empresas de insumos do que entre os fabricantes de alimentos e demais ramos após a porteira.

Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 122,9 pontos, alta de 27,6 pontos

A confiança da indústria Antes da Porteira aumentou tanto em relação às condições gerais do mercado quanto no que diz respeito à situação do negócio. As indústrias de insumos agropecuários – máquinas e implementos agrícolas, fertilizantes, defensivos e sementes – compõem o grupo onde há maior entusiasmo. O resultado pode ser atribuído ao desempenho desse ramo de atividade ao longo de 2018.

Para fertilizantes, por exemplo, segundo os dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), o volume entregue no mercado interno cresceu 3,9% no acumulado de janeiro a outubro de 2018 (último dado disponível) em comparação ao mesmo período de 2017. No caso dos fabricantes de defensivos, as empresas começaram a safra 2018/2019 num mercado mais enxuto, encerrando um período de duas ou três safras de estoques elevados de produtos. Além disso, as entrevistas para o índice mostram que nesta safra os produtores estão mais preocupados com o controle de pragas e doenças do que nos anos anteriores. Em relação às máquinas agrícolas, o crescimento foi de 25% na produção e de 11% nas vendas totais do ano, segundo a Anfavea.

Indústria Depois da Porteira: 114,8 pontos, alta de 13,9 pontos

O índice de confiança dos elos da indústria situados no pós-porteira subiu 13,9 pontos, chegando a 114,8 pontos. Embora menor do que as empresas de insumos, trata-se de um aumento expressivo, tendo em vista que muitos segmentos do pós-porteira atravessaram um ano complicado. Foi o que aconteceu no setor sucro-energético, por exemplo.

As usinas ainda lidam com os baixos preços de açúcar e com o etanol pressionado pelos ganhos de competitividade da gasolina – mas fecharam o ano demonstrando confiança de que o ambiente econômico será mais favorável daqui por diante. Outro exemplo vem das tradings, cujos ânimos registraram melhora desde o segundo trimestre de 2018, quando a guerra comercial entre Estados Unidos e China e as incertezas domésticas causadas pela greve dos caminhoneiros trouxeram muito pessimismo para o setor.

De forma geral, para as indústrias desse segmento a confiança a respeito das condições gerais da economia aumentou, mas paira ainda uma certa preocupação com relação às condições do negócio em particular, o que impediu um avanço ainda maior do índice da Indústria Depois da Porteira.

O otimismo no último trimestre do ano também pode ser validado pelo desempenho do comércio varejista: de acordo com os dados da Pesquisa Mensal do Comércio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento de alimentos e bebidas exerceu o segundo maior impacto positivo na formação da taxa global do varejo. No acumulado do ano (jan-nov), o setor teve um desempenho 4,0% maior do que o verificado no mesmo período de 2017.

Índice do Produtor Agropecuário: 113,8 pontos, alta de 12,1 pontos

Os produtores agropecuários terminaram 2018 com a confiança em elevação: seu índice aumentou 12,1 pontos em relação ao 3º trimestre do ano, chegando a 113,8 pontos. O otimismo se disseminou entre todos os ramos agrícolas e pecuários pesquisados – uma rara conjunção desde que o levantamento começou a ser realizado. Em ambos os grupos o crédito está entre os aspectos no qual o entusiasmo mais aumentou, refletindo, principalmente, a queda nos custos dos empréstimos.

Em relação à safra anterior, a taxa de juro do crédito agrícola caiu de 8,5% para 7,5% ao ano, enquanto o valor programado aumentou de pouco mais de R$ 188,4 bilhões para R$ 191,1 bilhões – é preciso considerar, porém, que as taxas e os recursos disponíveis nas linhas de crédito de tesouraria também foram competitivas para os produtores, melhorando ainda mais a situação.

Índice do Produtor Agrícola: 115,2 pontos, alta de 9,2 pontos

Dentre todas as categorias avaliadas, a dos produtores agrícolas é a que sustenta a confiança há mais tempo. Desde o último trimestre de 2017, seu indicador é superior a 100 pontos, na faixa considerada otimista pelo estudo. No 4º trimestre do ano passado, os agricultores reforçaram o entusiasmo, com o índice subindo 9,2 pontos e chegando a 115,2 pontos.

Os custos de produção, no entanto, destoam do panorama de otimismo. A confiança nesse aspecto está no nível mais baixo já registrado, muito próximo do patamar em que estava em 2015, quando uma desvalorização do real aumentou os preços dos insumos, fortemente atrelados ao dólar.

As boas expectativas com relação à produtividade, por outro lado, foram suficientes para sustentar a melhora no índice. Vale observar que as entrevistas, em sua quase totalidade, foram realizadas antes da seca observada em alguns estados produtores, em um momento importante do desenvolvimento da lavoura.

Por isso, para o próximo trimestre, podemos esperar alguma retração na confiança advinda da quebra de safra em regiões como o Paraná e o Mato Grosso do Sul e do possível aumento nos custos de produção para a safra 2019/2020, que os produtores perceberão na medida em que avançarem as negociações dos insumos.

Índice do Produtor Pecuário: 109,6 pontos, alta de 20,7 pontos

Dos 21 trimestres em que o estudo já foi realizado, esta é apenas a terceira vez em que o índice dos pecuaristas fechou acima de 100 pontos – o que dá uma boa medida do quanto é notável o resultado de 109,6 pontos atingido no 4º trimestre de 2018, uma alta de 20,7 pontos. O crédito e as condições gerais da economia sustentaram o inédito nível de confiança.



A seguir, são apresentados os resultados em cada elo da cadeia produtiva. Os destaques podem ser encontrados através do download.

Agropecuário
113,8
Agrícola
115,2
Produtor Pecuário
109,6
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

12,1**
9,2**
20,7**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira*
122,9
Índice da Indústria
(Antes e Depois da Porteira)
117,3
Depois da Porteira*
114,8
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

27,6**
18,0**
13,9**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
122,9
Produtor Agropecuário
113,8
Depois da Porteira
114,8
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

27,6**
12,1**
13,9**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.