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Sondagem de Mercado

O painel da Sondagem de Mercado do Produtor Agrícola aborda, por meio de entrevistas com produtores, a percepção de temas relevantes para o agronegócio brasileiro, como: período de aquisição de insumos, mix de financiamento, adoção de tecnologia, veículos de comercialização, entre outros.

O painel de Sondagem de Mercado passou a ser publicado semestralmente.

Cai a participação dos bancos no financiamento da safra

De acordo com a 2ª Sondagem de Mercado Fiesp/OCB, os produtores rurais brasileiros usaram mais capital próprio e recursos de cooperativas, revendas e indústrias como fontes de crédito para a safra 2015/16.

Os produtores rurais brasileiros diminuíram a parcela do crédito obtido com instituições financeiras para financiar a safra 2015/16, em comparação com a temporada anterior. Em contrapartida, eles ampliaram os investimentos com capital próprio e de outras fontes de recursos como cooperativas, revendas e indústrias de insumos. é o que mostra a 2ª Sondagem de Mercado Fiesp/OCB, pesquisa realizada junto com o ICAGRO no final do quarto trimestre de 2015 — a comparação é com os dados relativos à safra 2014/15, coletados no 2º trimestre do ano passado. Da safra passada para a atual, a parcela do financiamento* obtida com os bancos caiu de 50% para 42%. No mesmo período, aumentaram as participações do capital próprio (de 35% para 41%), do crédito fornecido pelas cooperativas (de 8% para 10%) e pelas revendas (de 2% para 3%). A fatia financiada pelas indústrias de insumos dobrou, saindo de 1% para 2%. Além dos bancos, a única fonte de funding na qual houve retração foram as tradings, cuja fatia caiu de 3% na safra passada para 2% em 2015/16.

A queda na participação dos bancos no financiamento das operações agrícolas reflete, de certa forma, a situação enfrentada pelos agricultores no primeiro semestre de 2015, quando houve restrições na liberação do crédito de custeio (chamado de pré-custeio). Segundo dados do Banco Central, foram liberados pouco mais de R$ 50 bilhões em crédito rural para custeio de lavouras no acumulado do ano passado, praticamente o mesmo valor do registrado em 2014. Isso forçou uma redução na participação dos bancos no mix de financiamento, tendo em vista o aumento registrado nos custos de produção.

Um indício de como essas dificuldades para obter financiamento possam ter influenciado o resultado negativo dos mercados de fertilizantes e defensivos no ano passado é que, de acordo com os resultados da Sondagem, a maior parte dos agricultores toma as decisões de compra de insumos — defensivos, corretivos, fertilizantes e sementes — para a safra de verão na primeira metade do ano, mais especificamente nos meses de março, abril e maio. Com o atraso da liberação dos recursos do crédito rural no ano passado, muitos produtores se viram forçados a revisar o planejamento das compras dos insumos.

Perguntados sobre o nível de preocupação com o crédito de pré-custeio e custeio para a próxima safra 2016/17, a maioria dos produtores (60%) se mostrou preocupada ou muito preocupada, ante 40% dos produtores com pouca ou nenhuma preocupação em relação ao tema.

Canal de aquisição de insumos

De acordo com a Sondagem, as cooperativas são o principal canal de distribuição de insumos para os produtores. Os dados mostram que são essas entidades que 48% dos produtores entrevistados recorrem para comprar fertilizantes. As revendas vêm em segundo lugar, com uma participação de 35%, seguidas pelas compras diretamente com as indústrias (30%) e pelas negociações com tradings e cerealistas (5%). Um comportamento semelhante ocorre nas aquisições de defensivos: 47% dos produtores dizem comprá-los das cooperativas, 45% os adquirem das revendas, enquanto, 22% negociam diretamente com as indústrias e 3% com tradings e cerealistas. Não é diferente no caso das sementes: 41% dos produtores as adquirem nas cooperativas, 39% nas revendas, 26% nas indústrias e 7% nas tradings e cerealistas.

De modo geral, a maior parte das aquisições de insumos é paga pelos produtores à vista ou em até 180 dias, independentemente de fornecedor ou do insumo adquirido. A exceção fica por conta das aquisições de defensivos com as tradings, para as quais o mais comum é o pagamento efetuado no prazo safra ou mais de 180 dias ou operações de barter.

Milho Safrinha

De acordo com a Sondagem, a época de planejamento das aquisições para a segunda safra concentra-se de agosto a dezembro, principalmente nos três últimos meses do ano. E quando questionados sobre a área a ser plantada com milho safrinha em 2016 (safra 2015/16), a grande maioria dos produtores entrevistados (65%) respondeu que iria manter a área do ano passado e uma divisão igualitária entre produtores que pretendiam reduzir área (18%) e expandir (17%). Especificamente no Mato Grosso, 51% dos produtores entrevistados afirmaram que iriam manter a área, enquanto, um percentual expressivo de produtores (34%) planejava reduzir a área.

A pesquisa foi realizada em dezembro, quando os produtores matogrossenses ainda carregavam o tom negativo das dificuldades enfrentadas no início da safra, com o atraso no plantio da soja - e os preços do milho ainda giravam na faixa dos R$ 17/saca em Sorriso/MT. A partir de janeiro, quando os produtores conseguiram manter um bom ritmo de colheita da soja – abrindo espaço para o plantio do milho – e os preços do grão dispararam no mercado interno, ultrapassando R$ 23/saca em Sorriso, houve uma reversão de última hora nas intenções de plantio e a área plantada deverá crescer 5,4% sobre 2014/15 (de acordo com o IMEA – Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária).

Nota: * Para se chegar aos percentuais do funding da operação agrícola, calculamos a média simples das respostas dos produtores. Como não foi adotada nenhuma ponderação pelo tamanho de cada produtor, os percentuais do funding fornecem uma indicação do grau de importância dos diferentes agentes no financiamento do custeio agrícola, mas não representam o volume de crédito negociado no Brasil.

Mix de Financiamento | Produtor Agrícola

Funding da operação agrícola

(RM em %)

Safra 2015/2016 Geral

(participação %)

Comparativo 2014/15 e 2015/16 Geral

(participação %)
Nota: Para se chegar aos percentuais do funding da operação agrícola, calculamos a média simples das respostas dos produtores. Como não foi adotada nenhuma ponderação pelo tamanho de cada produtor, os percentuais do funding fornecem uma indicação do grau de importância dos diferentes agentes no financiamento do custeio agrícola, mas não representam o volume de crédito negociado no Brasil.

Planejamento da Compra de Insumos | Produtor Agrícola

Concentração do período de planejamento da compra de insumos para a Safra de Verão

(em % - RM)

Fertilizantes

Corretivos


Defensivos

Sementes


Concentração do período de planejamento da compra de insumos para a Segunda Safra

(em % - RM)

Fertilizantes

Defensivos


Sementes

Forma de Negociação | Produtor Agrícola

Com quem compra os fertilizantes?

(Ranking em % - RM)

Forma de negociação na compra de fertilizantes

(Ranking em %)

Cooperativa

Revenda


Indústria

Trading


Com quem compra os defensivos?

(Ranking em % - RM)

Forma de negociação na compra de defensivos

(Ranking em %)

Cooperativa

Revenda


Indústria

Trading


Com quem compra as sementes?

(Ranking em % - RM)

Forma de negociação na compra de sementes

(Ranking em %)

Cooperativa

Revenda


Indústria

Trading


Concentração do período de pagamento das compras de insumos a prazo

(Ranking em % - RM)

Nível de preocupação com o crédito de custeio e de pré-custeio para a safra 2016/17

(em % - RU)

Milho 2ª Safra | Produtor Agrícola

A área a ser plantada de Milho 2ª Safra em 2015/16 será:

(em % - RU)

Brasil

Mato Grosso


O padrão tecnológico aplicado na lavoura de Milho 2ª Safra em 2015/16 será:

(em % - RU)

Brasil

Mato Grosso